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Em relatório histórico de segurança, a Anthropic demonstra como modelos de fronteira identificaram vulnerabilidades inéditas e montaram cadeias autônomas de RCE e fuga de sandbox em sistemas líderes.
Pesquisas de segurança ofensiva sempre dependeram de semanas de esforço manual de especialistas de elite em engenharia reversa. No entanto, um relatório publicado pelo Frontier Red Team da Anthropic revela um salto sem precedentes: modelos de inteligência artificial de fronteira agora são capazes de identificar vulnerabilidades inéditas (zero-days) e encadear múltiplos estágios em exploits funcionais completos, com pouca ou nenhuma interação do usuário.
Sob uma política de divulgação coordenada de 90 dias, a Anthropic colaborou com Google, Apple, Microsoft e mantenedores do kernel Linux para corrigir as falhas antes da divulgação pública.
O time de segurança colocou modelos internos em testes contra os softwares mais críticos do mundo:
CacheStorage e usou um use-after-free (UAF) no FedCM para executar código fora da sandbox — abrindo o app Calculadora do macOS. O Google emitiu 62 CVEs no Chrome 156, incluindo 13 fugas de sandbox.Segundo a Anthropic, os modelos passaram do envio de relatórios com ruído para a entrega de provas de conceito completas em minutos. Como resposta, a empresa recomenda a varredura automatizada no momento do Pull Request (disponibilizada via plugin do Claude Code) e expandiu o programa Cyber Verification, que concede a defensores credenciados acesso antecipado aos modelos Opus 5.5 e Mythos para blindar infraestruturas críticas.
Os detalhes técnicos completos estão disponíveis no artigo de pesquisa da Anthropic.